quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Semi-nota de falecimento

É minha gente...quase foi dessa vez...vou tentar contar da melhor forma possível.

Estava voltando de Maria Helena, do feriadão de Finados (pra combinar com tudo), juntamente com o Clayton, Jefinho e o Jão (motorista). Tudo vinha muito bem, tudo tranquilo, até São Miguel do Iguaçu (30 km de Foz), onde a pista já é dupla.

Ai vem a hora tensa. No fim de uma descida, um caminhão da Frimesa que estava no mesmo sentido que o nós, entrava para a esquerda para fazer um retorno. Nós estávamos no começo da subida, e entramos na faixa da esquerda para fazer uma ultrapassagem em um caminhão que estava na nossa frente (não burro, tava atrás ¬¬).

DE REPENTE, quando estava chegando perto do caminhão da Frimesa (que estava fazendo o retorno), ele volta para a pista. Ainda não consegui entender o motivo, mas creio eu que ele não deu conta de frear o caminhão e teve que voltar. Nisso não dava mais tempo de parar. O Jão freou o carro e, vendo que não ia dar tempo, tirou o carro de lado.

Passou tão perto, mas TÃO perto, que o retrovisor do carro bateu na traseira do caminhão da Frimesa. Detonou o retrovisor. E a gente nem tinha conseguido ultrapassar o caminhão. Mas foi tanta sorte, tanta sorte, que na pequena freada que deu, o caminhão que a gente tava tentando ultrapassar conseguiu ficar um pouquinho a frente e deu pra gente voltar pra nossa pista.

Isso tudo a 130 km/h. Imagina. Depois que passou, o retrovisor estraçalhado, a gente parou no acostamento. O caminhão que a gente tentava ultrapassar parou também. O cara tava mais desesperado que a gente. Ele chegou e falou pra gente: "Olha, pela experiência que eu tenho e pelas coisas que eu já vi, se vocês batessem não ia sobrar NADA!".

Mas vou falar pra vocês. É uma sensação muito estranha. Ninguém do carro ficou com medo na hora. Não houve gritos, nada. É complicado descrever, mas dá uma sensação que a batida nem vai ser forte, que não vai acontecer nada (ao menos eu senti isso). Depois que passa, que você começa a pensar, que lembra daquele monte de carro batido na polícia rodoviária, vem uma sensação de medo. Mas na hora não passa nada pela cabeça. Tanto é que depois que bateu, antes mesmo da gente parar, o Jão falou: "Puta merda, meu retrovisor. Deve ser uns 300 reais." ...huahauhauhauhauha... a gente nem pensou em ir atrás do caminhão da Frimesa. O cara deu uma rézinha, fez o retorno e sumiu em direção a Medianeira.

LEMBRANDO que eu tenho o corpo fechado...só eu sobreviveria...

NÃO CORRAM!!! E SE AVISTAREM ALGUM CAMINHÃO TENTANDO FAZER RETORNO, DIMINUAM A VELOCIDADE.

quase fui pra cidade do pé junto mano...

TENSO!!!
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4 comentários:

Torremo_MH disse...

Rapaiz do céu, então foi cabeça pra um lado, perna pro outro?

Diego disse...

graças a Deus

Anderson [Milico] disse...

Eita pega... aconteceu parecido comigo indo pra Guaira só que eu tava numa fila devagar e veio uma Scenic nuns 350 km/h a hora que eu vi falei baixo "Puta que Pariu" e a senic passou do meu lado rancando as placas e o mato... depois de uns 10 minutos minhas pernas tavam tremendo hauahuahua

sergim disse...

uma coisa é certa: se acontecesse alguma coisa, meu pedaço eu enterrava.